por Amanda de Freitas Coelho A partir do estudo da historiografia do filme Limite (1931), de Mário Peixoto, constatamos que diversos termos de vanguarda são evocados em críticas e estudos sobre Limite. Esse artigo tem como objetivo identificar a origem desses termos, contextualizar Limite e identificar possíveis “filiações”. Acreditamos que…
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ENTRE NÓS
Uanderson Lima Onde você se vê daqui a dez anos? Quem você acha que vai ser? Quem você será realmente? O que você vai fazer? Quais problemas você vai encarar? Sucesso? Fracasso? Amor? Filhos? Até que ponto você iria pra conseguir chegar onde você quer? Essas são as questões propostas…
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PLANETA DOS MACACOS – O CONFRONTO
Por Thainá Dayube Em Planeta dos Macacos – O confronto (Dawn Of the Planet of the Apes), dirigido por Matt Reeves, vemos o que aconteceu dez anos após a batalha na Golden Gate Bridge, em São Francisco (ocorrida no filme anterior, Planeta dos Macacos – A origem). A gripe símia…
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SOB A PELE
Por João Marciano Neto O que pensar de um filme com diálogos curtos e personagens sem nome? Sob a pele (dirigido por Jonathan Glazer) é, sem dúvida, um filme onde as imagens literalmente dizem muito mais do que qualquer palavra. O enredo pode até ser bem básico, porém, a fotografia…
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ANA
Por Melissa Segundo Algumas vezes nos deparamos com surpresas que mudam nosso dia. Navegando na web, sem querer acabei encontrando um curta que acabou me surpreendendo. Ana foi realizado em apenas 48 horas, para a primeira edição do 48 Short Media na cidade portuguesa de Viseu. Levando em conta o…
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ELA (HER)
Por Rubi Escrito, produzido e dirigido pelo genial Spike Jonze, Her (Ela) é um filme americano estreado em 2013, que engenhosamente pescou seu público pelos ouvidos. Foi aclamado pela crítica e recebeu o prestigiado oscar na categoria Melhor Roteiro Original. Jonze soube usar as palavras quase como um messias. Previu as…
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O CAPITÃO AMÉRICA 2: O SOLDADO INVERNAL
Por João Marciano Neto Como se consegue tornar um herói como o Capitão América (um claro e até desgastado símbolo de propaganda e de autoafirmação norte-americana) popular? Fácil. Adicione no enredo uma boa dose de thriller de espionagem com um monte de menções ao Homem de Ferro e escale Robert…
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HOJE EU QUERO VOLTAR SOZINHO
Por Melissa Silsame Em 2010, Daniel Ribeiro nos apresentou pela primeira vez a história de Leonardo, Giovana e Gabriel no curta Eu Não Quero Voltar Sozinho. A princípio a história de um garoto cego que acaba se apaixonando pelo novo colega recém-chegado. Uma história ousada e ao mesmo tempo sincera,…
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300: A ASCENSÃO DO IMPÉRIO
Por João Marciano Você com certeza já assistiu 300. Não adianta tentar negar, você JÁ assistiu 300, e mais de uma vez. Como todo filme se destaca na bilheteria e se torna imensamente popular, Hollywood vê logo mais uma chance de lucrar mais alguns milhões e lança uma sequência. A…
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AZUL É A COR MAIS QUENTE
Por ZARA O polêmico filme francês La Vie d’Adèle, traduzido em português para Azul é a Cor Mais Quente, estreou aqui no Brasil no final de 2013. A obra recebeu a Palma de Ouro no festival de Cannes como melhor filme e o prêmio FIPRESCI (Federação Internacional de Críticos de Cinema).…
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O QUE SE MOVE
Por Thacle de Souza No filme de Gotardo, o trágico transborda operado por uma instância da dramaturgia alocada no cotidiano como amplificação de imagens e realidades. Sabendo que o diretor se inspirou em três histórias do dia-a-dia, de acontecimentos banais (esses estampando a morte nos jornais), notícias de obituários, etc,…
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MOSTRA CINEMA DE SANTO – AMULETO DE OGUM
Por Melissa Silsame Nesse mês de fevereiro Salvador e Cachoeira receberam a Mostra Cinema de Santo. Realizado pela Funceb, em parceria com a Ginja Filmes, o evento foi gratuito e não se restringiu apenas ao meio acadêmico, exibindo aproximadamente 40 filmes dentre curtas, médias e longas-metragens. Seu intuito foi mostrar…
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MAR NEGRO
Por Lorena Reis O cinema de terror brasileiro está inserido num contexto histórico relegado ao submundo e a anarquia de filmes de baixo orçamento, presente em boa parte dos filmes de terror norte americanos dos anos 70/80. Porém, no Brasil, o gênero estaria ainda mais voltado para o underground e…
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MANGUE NEGRO
Por Chantal Durpoix A primeira cena do filme Mangue negro, de Rodrigo Aragão, instala a dúvida: um documentário sobre alguma comunidade do manguezal brasileiro? Enganei-me de sessão, seria esse o filme de terror prometido? Os tambores da trilha de abertura deixam pairar a dúvida. Mas as primeiras notas da orquestra,…
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MAR NEGRO
Por João Marciano O mais recente e o primeiro filme de Rodrigo Aragão a entrar nas salas de cinema traz várias surpresas para quem ainda desconhece seu trabalho. Retomando mais uma vez o uso dos zombies, Mar negro apresenta o acumulo de experiências e referências dos trabalhos anteriores do diretor,…
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DEPOIS DA CHUVA
Por Guilherme Sarmiento Há poucos dias da virada do ano, uma notícia desconcertante veio à baila nas redes sociais, deixando a classe artística de Salvador estupefata como quem atravessa uma densa nuvem da gás lacrimogênio para chegar, de forma imprevisível, até uma mesa cheia de petiscos. Segundo o texto…
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JOE DANTE, SABOTADOR DE IMAGENS
por Toni D´Angela tradução Fernanda Aguiar C. Martins “O sono da razão engendra monstros.” Goya Não pode existir crítica completa de um autor sem uma necessária consideração a respeito das determinações sociais e tecnológicas, da conjuntura histórica, do background técnico, em suma, da mecânica ou, se preferimos, do anonimato…
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3 X CALMA, MONGA, CALMA
Calma, Monga, Calma Por Tiago Araújo Recife parece ser o palco ideal das mais pitorescas narrativas da atual cinematografia Brasileira. A capital Pernambucana vive a glória de um cinema que busca nas mais diferentes e inusitadas situações uma reflexão que vai além do que é apresentado na sua diegese. Crítico,…
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JAMES BENNING E O COMENTÁRIO À TECNICA EM 13 LAKES (2004) E RR (2007)
por Luís Mendonça I like walking, and I like the way you feel when you’re in a landscape, the way you can measure yourself against landscape, the way landscape puts you into a proper perspective. James Benning[1] 1. A técnica como “ritual da aparição” …
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ENTREVISTA COM JOÃO MIGUEL – PARTE 1
Em outubro propus para um grupo de alunos a realização de um seminário sobre o filme Estômago. Pedi que lessem o roteiro e depois o comparassem com o filme. A coleção Aplauso publicou o último tratamento do texto com anotações preciosas de Lusa Silvestre, Marcos Jorge e Cláudia da Natividade,…
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ROTEIRO DE A ALEGRIA
O filme A alegria, de Felipe Bragança e Marina Meliande, cresceu de importância por ser uma obra que, de certo modo, anunciou toda uma onda de inconformismo que irrompeu na juventude brasileira e a impeliu às ruas nos últimos seis meses. Esta sensibilidade atenta ao presente é um dado merecedor de…
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UM OLHAR DE DENTRO
Por Rubens Rewald Em seu livro a História do Cinema 1, Jean-Luc Godard relata um diálogo travado entre ele e produtores americanos que queriam produzir “um filme de Godard”. Os produtores perguntaram que filme ele gostaria de fazer, para elaborar um orçamento e checar se teriam condições materiais para…
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CIDADE DOS HOMENS: A DRAMATURGIA EM FORMA DE JAZZ
Por Danilo Scaldaferri O nascimento da dupla Nos últimos dias do ano 2000, apareceram pela primeira vez na televisão brasileira os personagens Acerola (Douglas Silva) e Laranjinha (Darlan Cunha). Dois garotos de 13 anos atravessando os dramas da sobrevivência em uma favela carioca, saídos das páginas do livro Cidade…
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III FESTIVAL DE CINEMA UNIVERSITÁRIO DE PENEDO
Por Guilherme Sarmiento Chegar até Penedo se parece muito com se chegar até Cachoeira. Em ambos os trajetos há a predominância da monocultura da cana que, se antes era matéria-prima para o açúcar, hoje serve para abastecer os carros de combustível. A cachaça ainda é a nossa principal fonte de…
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A POÉTICA DO MULTIPLOT
Por Guilherme Sarmiento Um dos maiores mistérios da dramaturgia contemporânea é o sucesso e longevidade dos filmes conhecidos como multiplots, ou multitramas, ou, como gosta de intitulá-lo um dos seus artífices mais competentes, Robert Altmann, filmes corais. Isto porque, a depender de grande parte daqueles que se dedicaram a legitimar…
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DO PALCO À TELA: ESPAÇOS DOS INTÉRPRETES DA BAHIA
Por Raimundo Matos de Leão É digna de destaque a projeção dos atores e atrizes baianos no cinema, televisão e teatro, este último considerado o lugar a partir do qual se tornam profissionais. De imediato, a afirmativa remete aos nomes de Wagner Moura, João Miguel, Lázaro Ramos, Vladimir Brichta –…
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DEPOIS DA CHUVA – O PROCESSO DE ROTEIRIZAÇÃO
Por Cláudio Marques Na noite de encerramento do 46º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, em 25 de setembro de 2013, o longa Depois da chuva, dirigido por Marília Hughes e por mim, recebeu três prêmios: Melhor Ator, Melhor Trilha Sonora e Melhor Roteiro. Cerca de cinco anos antes, numa…
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A DRAMATURGIA DO DOCUMENTÁRIO: A QUESTÃO DA PERSONAGEM
Por Cláudio Bezerra A personagem é um dos principais elementos dramáticos do teatro e da literatura adotado pelo cinema. É bastante sintomático que os manuais de roteiro ressaltem a importância desse ser narrativo no cinema de ficção, uma vez que se constitui como um elo fundamental entre a história narrada…
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RODRIGO ARAGÃO: A CRENÇA NO TERROR BRASILEIRO
Por João Marciano Neto Quem afirma que não existe uma produção brasileira do gênero terror desconhece o cinema nacional. O que realmente acontece é que no Brasil o cinema de gênero ainda não se consagrou e enfrenta uma resistência das elites que dominam a produção e a distribuição de material…
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VESTÍGIOS DE UM ENCONTRO COM JÚLIO BRESSANE – POR UMA DRAMATURGIA DO SOM
por Virginia Flôres Introdução Este meu encontro com Júlio Bressane se deu no Leblon, Rio de Janeiro, em sua casa, numa tarde de 19 de março de 2011. Era meu propósito inicial fazer umas três entrevistas ao longo da escrita do meu trabalho de pesquisa de doutorado[1]que versou sobre o…
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